A matemática como arma asteca


A História Humana também é a história da resistência de muitos povos contra os seus dominadores. Por vezes alguém agiu como se a sua cultura, seu modo de vida, a sua “sabedoria” e o seu estilo de vida fossem os únicos que realmente tinham algum valor, sendo que a cultura do outro deveria, no mínimo, ser substituída pela cultura “superior” do “nobre conquistador”.

Infelizmente isso ainda acontece em nossos dias. Mas hoje aqui gostaria de apresentar um exemplo que mostra que em muitos casos o conquistado está, no mínimo, em “igual” ou em melhor “condição” de compreender a natureza que o cerca. É o caso da matemática asteca. Ela poderia ter sido utilizada por este povo para enganar o conquistador com relação à cobrança de impostos sobre a produção, mostrando, então, que ao menos neste quesito o “conquistado” sabia “mais” que o “conquistador”. Leia a notícia abaixo e saiba mais sobre como isso era possível.


Matemática, a arma secreta dos astecas

Pesquisas revelam que, para se defender da cobrança abusiva de impostos pelos colonizadores, homens do período desenvolveram cálculos avançados.

No México do século XVI os astecas se defenderam da cobrança abusiva de impostos graças a seus conhecimentos matemáticos. Essa é a conclusão a que chegaram pesquisadores depois de analisar o censo de Tepetlaoxtoc, documento produzido pelos mexicanos nativos conhecido também como códice Vergara.

O censo apresenta um mapa detalhado de 386 unidades de produção agrícola e o valor correspondente que os astecas deviam pagar aos consquistadores espanhóis para cultivar essas terras. Especialistas em matemática revisaram os cálculos registrados no documento e comprovaram que eram bastante precisos, segundo artigo da pesquisadora Clara Garza Hume, da Universidade Nacional Autônoma do México, publicado na revista Science.

Segundo os pesquisadores, eram os raros os casos em que os primeiros colonizadores conseguiam calcular as áreas cultivadas pelos astecas e os espanhóis poderiam ter sido facilmente enganados pelos nativos, mas não foi o que aconteceu

Por Heloísa Broggiato - Notícias - 30 de novembro de 2011 - em Historiaviva.com.br


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